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Thiago Ricieri

Thiago Ricieri

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Reviews

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Displaying 1-10 of 14 reviews
  • Criação sem Pistolão

    Criação sem Pistolão

    by Carlos Domingues
    • Rated 4 stars

    Um livro muito interessante e recomendável a novos publicitários. Traz uma bibilografia boa, que vale a pena correr atrás dos livros citados. O estilo do autor é bem simples e direto, com um tom de humor, o que torna o livro de fácil e rápida compreensão. As dicas são reais e objetivas, escritas "por um praticante do ofício". Recomendo!

    Thiago Ricieri wrote this review Monday, August 2, 2010. ( reply | permalink )
  • Confissões de um Publicitário
    • Rated 5 stars

    David Ogilvy não começou publicitário, começou vendedor. E de fogões. Depois, cozinheiro. Seu primeiro anúncio, escreveu aos 39 anos. É um escocês que foi taxado de louco por querer abrir uma agência de publicidade em solo americano. Ele o fez, ele o conseguiu e ele contou como em seu livro Confissões de um Publicitário.

    Inspirador e autoconfiante, David esclarece já de início:

    Se você perceber um leve cheiro de arrogância neste livro, quero que saiba que minha arrogância é seletiva. Sou miseravelmente medíocre em tudo, exceto em publicidade. […] Quando se trata de publicidade, a Advertising Age diz que sou “o Rei criativo da publicidade”. Quando a Fortune publicou um artigo a meu respeito, intitulou-o “David Ogilvy é um Gênio?”, pedi a meu advogado que a processasse por causa do ponto de interrogação.
    É nessa arrogância seletiva que ele mantém a narrativa do começo ao fim do livro. Sem delongas, sem rodeios. Simples, didático e direto.

    Ele fala sobre como administrar uma agência de publicidade, como conquistar e manter clientes, como fazer grandes campanhas e escrever textos poderosos, como ilustrar anúncios, cartazes e comerciais, fechando com conselhos para os jovens (como eu) e uma reflexão sobre o papel da publicidade.

    David tem fascínio pelas pesquisas, sua publicidade tem que ser factual e direta, repudia textos escritos em negativo e apoia toda sua argumentação em testes e experiências realizadas ao longo de sua carreira. Isso é o que eu mais achei de inspirador no seu livro, nada de “achismos”. Acredito, aliás, que muitos designers sentiriam um quê de raiva de suas afirmações.

    Ele lamenta que muitos redatores e publicitários rendem-se à arte e não criam anúncios vendedores. Afirma, também, que é comum que anúncios que dão resultado para os clientes raramente recebem os prêmios da publicidade e tem uma posição claramente contra àqueles que usam os milhões de seus clientes para custear seu brilhantismo criativo.

    O que é um bom anúncio? Existem três escolas de pensamento. Os cínicos dizem que um bom anúncio é o que foi aprovado pelo cliente. Outra escola aceita a definição de Raymond Rubicam: “a melhor característica de um grande anúncio é que não só o público é impactado por ele, mas também que tanto o público quanto o mundo da publicidade lembram-se dele por muito tempo como um trabalho admirável. […] Pertenço à terceira escola - a que sustenta que um bom anúncio é aquele que vende um produto sem atrair a atenção para si mesmo. […] Em vez de dizer “Que anúncio inteligente”, o leitor diz: “Eu não sabia disso. Preciso experimentar este produto”.

    Este parágrafo foi o mais marcante para mim no capítulo “Como Fazer Grandes Campanhas”. David ainda adverte que na sua agência, não permite que chamem seus criadores de “criativos”.

    Seus capítulos são recheados de conclusões que ele mesmo formulou (sempre na base da pesquisa) as quais não citarei para não estragar a graça de ler o livro. Mas um de seus conselhos compartilharei, por se tratar uma mensagem aos novos publicitários. Trata-se de sua visão quanto a como se tornar um bom profissional:

    Os psiquiatras dizem que todo mundo deveria ter um hobby. O hobby que eu recomendo é a publicidade. Escolha um tema sobre o qual sua agência saiba muito pouco e torne-se uma autoridade nele.
    Em suma, sua visão sobre o mundo da publicidade é bastante contemporânea, apesar da época em que escreveu o livro. Alguns de seus conceitos, afirma ele, eram infalíveis, mas será que continuam sendo? Creio que ele ficaria feliz se quem lesse seu livro duvidasse de suas próprias conclusões e tentasse criar outras à base de pesquisa. É, no fundo, o hábito que ele tenta incutir no leitor do começo ao fim.

    Quando termina o livro, na reflexão sobre se a publicidade deveria ser abolida, ele nega, mas complementa que ela deveria ser reformada. Eu concordo com ele.

    Thiago Ricieri wrote this review Monday, July 26, 2010. ( reply | permalink )
  • Lucro não é tudo, mas é o que realmente importa
    • Rated 5 stars

    Um ótimo livro para empreendedores! Suas regras são bem rígidas e pouco ortodoxas, mas infalíveis para qualquer negócio "indo para o vinagre"! O autor usa-se de uma linguagem bem clara e não dá rodeios sobre o assunto: vai direto ao ponto.

    Thiago Ricieri wrote this review Friday, June 18, 2010. ( reply | permalink )
  • O Poder do Twitter

    O Poder do Twitter

    by Joel Comm
    • Rated 5 stars

    O livro é muito bom, bem explicativo e principalmente prático! Joel discorre desde como abrir uma conta no Twitter até contabilizar quanto vale um tweet. Para quem quer trabalhar usando o Twitter como ferramenta de marketing, posso dizer que é uma boa leitura.

    Thiago Ricieri wrote this review Friday, June 18, 2010. ( reply | permalink )
  • Platão e um Ornitorrinco entram num bar...
    • Rated 5 stars

    "A construção e a recompensa das piadas e a construção e a recompensa dos conceitos filosóficos são feitos da mesma matéria. Ambas nos estimulam a mente de formas similares. Isso porque a filosofia e as piadas provêm do mesmo impulso: confundir nossa sensação de como as coisas são [...]"

    E está montado o palco! Numa conversa informal entre Tasso e Dimitri, os principais conceitos filosóficos e divisões da filosofia encontram nas piadas analogias perfeitas para se fazerem entender. Os autores explicam de maneira bem simplificada o que é Metafísica, Lógica, Epistemologia, Ética, Filosofia da Religião, Existencialismo, Filosofia da Linguagem, Filosofia Social e Política, Relatividade e Metafilosofia. Ao terminar de ler este livro, você sentirá vontade de compreender mais afundo as idéias dos grandes filósofos citados, como Kant, Marx, Foucault, Smith...

    Mais do que respostas certas, o livro deixa mais perguntas às suas perguntas. E é pergunta até o fim, justamente o que você precisa para adquirir uma base para construir um raciocínio mais consciente e desprender-se de maneira tal que poderá escolher o modo como enxerga a realidade.

    Filosofia é uma ciência, que sem a tal, o mundo permaneceria burro.

    Thiago Ricieri wrote this review Wednesday, April 21, 2010. ( reply | permalink )
  • O Livro Negro do Empreendedor

    O Livro Negro do Empreendedor

    by Fernando Trías de Bes
    • Rated 5 stars

    Um livro escrito por quem entende, e não segue aquela linha de "passar a mão na cabeça" dos escritores atuais. O autor joga na cara as principais falhas dos empreendedores atuais e é categórico chamando-os de falsos. Quem se identificar com vários dos pontos falhos levantados pelo livro tem duas opções: fecha-o e sai, conforme a psicologia descreve, negando as controvérsias; ou muda e aproveita o banho de água fria enxaguar seus paradigmas.

    Thiago Ricieri wrote this review Tuesday, March 16, 2010. ( reply | permalink )
  • Squawk!: How to Stop Making Noise and Start Getting Results
    • Rated 4 stars

    Ótima história! Transmite três conceitos-chave para se tornar um bom líder!

    Thiago Ricieri wrote this review Monday, March 15, 2010. ( reply | permalink )
  • Personal Branding

    Personal Branding

    by Arthur Bender
    • Rated 3 stars

    É um livro interessante, com boas dicas sobre Branding pessoal. No entanto enquanto lia senti uma "enrolação" do autor, que se demorava para chegar no ponto interessante do capítulo, abusando das comparações. Desta forma, pulei diversas páginas e apenas alguns trechos do livro tinham realmente um conteúdo que dava para se aproveitar.

    Thiago Ricieri wrote this review Monday, March 15, 2010. ( reply | permalink )
  • Esquadrão da Moda

    Esquadrão da Moda

    by Clinton Kelly,Stacy London
    • Rated 5 stars

    Clinton e Stacy explicam de maneira bem humorada como cada tipo de pessoa deve vestir-se de maneira a fazer sua roupa valorizar as formas de seu corpo. Interessante para quem não quer parecer o monstro da moda!

    Thiago Ricieri wrote this review Saturday, December 12, 2009. ( reply | permalink )
  • A Força do Absurdo
    1 of 1 members found this review helpful.
    • Rated 5 stars

    Trata-se de um livro de incríveis aplicações na área de comunicação e na economia. Ao estudar o comportamento humano, temos em mãos fatos cientificamente comprovados de como tendemos a agir. Essa tendência revela oportunidades de persuasão que fogem à razão para encontrar-se, ocultamente, com a irracionalidade.

    Apresentando em cada capítulo as correntes ocultas do comportamento humano, Ori e Rom Brafman desvendam pouco a pouco os reais motivos pelos quais agimos.

    O poder da perda, por exemplo, é impressionante. A raça humana tem aversão a perda, somente o fato de incluir esta palavra no título de um serviço no mínimo inútil (como o seguro oferecido por alugadoras de carro, isenção de responsabilidade em caso de perdas e danos) nos causa arrepios e nos conduz a comportamentos irracionais que contradizem as expectativas econômicas de um cidadão consciente. A perda pode ser tanto monetária, como de reputação. Aliás, qualquer aspecto que demonstre a perda de algum fator importante para nós nos causa distúrbios no julgamento, cegando-nos a realidade. Fato é que, quanto mais evitamos a perda, quanto mais tentamos nos distanciar de perder algum recurso importante, pois não suportamos a idéia de absorver os danos antes deles ficarem maiores, pode apostar: eles vão ficar maiores. Aliás, o leilão da nota de vinte dólares, descrito no livro é simplesmente impressionante, uma experiência que pode ser reproduzida em qualquer ambiente.

    Quando o poder da perda alia-se a outra corrente oculta, o comprometimento, ambos causam estragos ainda maiores. O comprometimento nos obriga a não mudar nossa estratégia, a manter-nos na mesma condição inconscientemente. Quando comprometemo-nos com uma causa ou com alguém, tendemos a manter nossa atitude perdedora, apesar de desvantajosa. Esse poder foi observado pelos técnicos dos times adversários aos Gators, que simplesmente não conseguiam mudar suas estratégias com medo da opinião pública: estavam já comprometidos com os resultados, e jogavam para não perder. O que levou os Gators ao sucesso, no entanto, foi sua atitude de jogar para ganhar e a capacidade do técnico de romper os laços do comprometimento para criar uma estratégia arrasadora.

    Em outro momento do livro, especificamente no terceiro capítulo, os autores exploram a corrente da rotulagem ou atribuição de valor. Quando rotulamos alguém ou atribuimos um valor ao que a teoria que defendemos, é difícil nos fazer mudar de opinião. Nosso cérebro desenvolveu esta habilidade para que possamos evitar a overdose de informação e dar importância apenas ao que é realmente relevante para nós. No entanto os critérios utilizados estão longe da perfeição: ao rotularmos uma pessoa ou uma idéia, fechamos os olhos para qualquer explicação objetiva que contradiz nossa teoria. Por essa razão que damos valor a pessoas mais bem arrumadas, apesar delas poderem trazer farsas, ou quando desvalorizamos um jovem artista de rua, que na verdade era um gênio da música oferecendo um concerto gratuito.

    Essa confiança que temos no nosso julgamento do valor repete-se no quarto capítulo, quando analisa-se a tendência de jogadores do NBA em continuarem suas carreiras quando são escolhidos por primeiro. A posição em que cada um é alocado influi diretamente na nossa percepção de valor. Logo, aqueles que estão na primeira posição de um processo valem mais, são mais importantes do que aqueles que estão em segundo, por exemplo. Essa nossa confiança no nosso próprio julgamento também é observada em entrevistas de emprego, que repetidamente parecem-se com encontros amorosos. As primeiras impressões são surrealistas e fogem do real propósito com o qual deveríamos nos preocupar. O excesso de confiança é o que causa arrependimentos de contratação de funcionários e escolha de parceiros amorosos.

    Mas um fator ainda mais interessante e diretamente ligado a nossa capacidade de atribuir valor as pessoas e as coisas é que, especificamente pessoas, acabam adquirindo nossa rotulagem. Isso é explicado no efeito Pigmalião, quando absorvemos as deduções positivas sobre nós impostas por outros, ou efeito Golem, quando absorvemos as negativas. Nessa teoria, acabamos nos portando da exata maneira com a qual as outras pessoas nos percebem e tratam. Experimentos descritos no livro explicam minuciosa e claramente essa teoria revolucionária!

    Se há algo que também influi nas nossas decisões e que devemos relacionar, é a interpretação de justiça apresentada pelo livro. Através dos experimentos informados, descobrimos que o senso de uma pessoa aceitar a justiça está mais ligado a cultura e o tempo que passamos em contato com a pessoa que tem o poder de decisão. Com maestria, Ori e Rom citam exemplos e mostram o que somos capazes de fazer para ver a justiça ser realizada, ou seja, nossa necessidade de sermos ouvidos.

    Mais brilhante ainda, na minha opinião, é o efeito da recompensa. No livro dos Brafman's descobrimos porque muitas vezes uma recompensa pode minar os resultados obtidos quando deveríamos apostar no altruísmo. Separado em campos diferentes do cérebro, centro de prazer e centro de altruísmo podem entrar em combate na realização de uma tarefa, mas quase sempre o centro de prazer sequestra o altruísmo.

    A última corrente levantada pelo livro é aquela observada na dinâmica com grupos. A existência de um dissidente colabora para o equilíbrio do grupo. Muitas vezes percebemos pessoas com opiniões discordantes se calarem, para evitar questionamento sobre sua inteligência ou até mesmo para não causar um escarcéu. Os autores tratam da existência comprovada de quatro papéis na dinâmica de grupo: o iniciador, o impedidor, o apoiador e o observador. Apesar do impedidor fazer sempre o papel do "advogado do diabo", ele tem importância fundamental para evitar a parcialidade do diagnóstico, obrigando o grupo a olhar para o problema por outra visão.

    Para finalizar, Ori e Rom propõem soluções para que seja possível diminuir a influência desses comportamentos irracionais. Para cada um dele, há uma salvação, uma obrigação do indivíduo em parar para analisar a situação e como está agindo, perguntando a si mesmo se não está tomado por alguma das correntes apresentadas. Temos que nos lembrar, apesar de tudo, que somos humanos e, por conseguinte, totalmente passíveis de influência do comportamento irracional do inconsciente.

    Thiago Ricieri wrote this review Saturday, December 12, 2009. ( reply | permalink )
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