"On almost every page of this witty magical realist whodunit, we sense Couto's delight on those places where language slips officialdom's asphyxiating grasp."- The New York Times Book Review on The Last Flight of the Flamingo "The most prominent of the younger generation of writers in... read more
“De noite não sonhávamos. O sonho é o olho da vida. Nós estávamos cegos.”
“Ele falava de uma viagem cujo único destino era o desejo de partir novamente.”
“Quem não tem amigo é que viaja sem bagagem.”Taímo
“Lembro a lua se exibindo como medalha no decote da noite.”Kindzu
“Suas roupas molhadas ofegavam de encontro à pele. A beleza daquela mulher era de fazer fugir o nome das coisas. Olhando o seu corpo se acreditava que nunca nele a velhice haveria de morar. Corpo sedento, olhos sedentários. Sua voz saía sem vestes, nua como se dispensasse palavras.”
“Há mulheres que são chuva, outras cacimbo. Essa tal Farida deve ser uma que vale a pena a gente se despentear com ela”Tuahir
“Acreditaste em mim? Fizeste bem. Te dou um conselho: não confies em homem que não sabe mentir.”Tuahir
“somos um povo de mendigos, nem temos onde cair vivos”Taímo
“A festa é a tristeza fazendo o pino.”
“- A guerra vai acabar, filho! A guerra vai acabar! // E ela partiu para a roda dançando, dançando, dançando. Lhe pedi que repousasse, ela nem escutou. Estontinhada, débil existencial, ela ia rodando, gemente. // - Pare Euzinha, pare! // - Não vê que estou parada, o mundo é que está dançar? // Assim, pondo a terra a girar, em brincriação de menina, fechou os olhos com doçura. No real, ela seguia dançando, rodando até desmoronar em pleno chão. Acorri, suspeitando a grave notícia. O peito dela já tinha desaguado nesse outro mar onde meu pai divagava.”
“Se depois desta doença eu não souber andar nem falar você me ensina outra vez?”Tuahir
“Me deite no barco, filho. Quero morrer sem ver nenhuma terra, só água em todo lado.”Tuahir
“O destino o que é senão um embriagado conduzido por um cego?”Kindzu
“Injustiça é a vida prosseguir assim mesmo quando desaparece quem mais amamos.”
Primeiro capítulo: A estrada morta
Primeiro caderno de Kindzu: O tempo em que o mundo tinha a nossa idade
Segundo capítulo: As letras do sonho
Segundo caderno de Kindzu: Uma cova no tecto do mundo
Terceiro capítulo: O amargo gosto da maquela
Terceiro caderno de Kindzu: Matimati, a terra da água
Quarto capítulo: A lição de Siqueleto
Quarto caderno de Kindzu: A filha do céu
Quinto capítulo: O fazedor de rios
Quinto caderno de Kindzu: juras, promessas, enganos
Sexto capítulo: As idosas profanadoras
Sexto caderno de Kindzu: O regresso a Matimati
Sétimo capítulo: Mãos sonhando mulheres
Sétimo caderno de Kindzu: Um guia embriagado
Oitavo capítulo: O suspiro dos comboios
Oitavo caderno de Kindzu: Lembranças de Quintino
Nono capítulo: Miragens da solidão
Nono caderno de Kindzu: Apresentação de Virgínia
Décimo capítulo: A doença do pântano
Décimo caderno de Kindzu: No campo da morte
Décimo primeiro capítulo: Ondas escrevendo estórias
Último caderno de Kindzu: As páginas da terra
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